Abri a porta da sala, luz apagada, televisão ligada em qualquer canal.
Descalcei os sapatos, entrei nas pontas dos pés para que não o acordasse.
Mas não adiantou, ele acordou.
Outra noite fora e lá estava ele me esperando, meio embriagado de sono,
vestido com seu pijama e suas chinelas, lá estava ele com uma taça de vinho
nas mãos...
Fui até ele, sentei em seu colo e lhe dei um beijo na testa deixando-o assim
marcado com meu batom vermelho Carmesim. E assim, ele me aninhou em
seus braços, contra seu peito e por ali ficamos até o amanhecer.
E em um suspiro, ele pediu para que eu prometesse não ir embora nunca mais,
concordei, mas ele sabe, que eu vou...
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
sexta-feira, 11 de julho de 2014
A partida
Um dia a menos no mês de janeiro.
Meu calendário quase todo riscado.
Coração acelerado, por onde anda você,
se não está ao meu lado.
Mesmo longe, te sinto perto.
O que fazer - pergunto meio incerto.
Tudo vira distração em meio a nossa solidão.
Solidão? - Nunca estou só se penso em você.
E penso com frequência, a todo momento, toda hora.
O que fazer se você nunca quer ir embora? - desnorteado encaro o celular.
Nenhuma mensagem a faria voltar.
Nenhum pedido de desculpa faria esquecer.
E agora convivo com a dor de ter perdido você.
Meu calendário quase todo riscado.
Coração acelerado, por onde anda você,
se não está ao meu lado.
Mesmo longe, te sinto perto.
O que fazer - pergunto meio incerto.
Tudo vira distração em meio a nossa solidão.
Solidão? - Nunca estou só se penso em você.
E penso com frequência, a todo momento, toda hora.
O que fazer se você nunca quer ir embora? - desnorteado encaro o celular.
Nenhuma mensagem a faria voltar.
Nenhum pedido de desculpa faria esquecer.
E agora convivo com a dor de ter perdido você.
sábado, 5 de julho de 2014
Revolução
Lá estava ela, na beirada da cama olhando o horizonte,
fitando as ondas quebrando no mar.
Lá estava ela, pensamento distante enrolada na bagunça das conchas da cama.
Lá estava ela, perguntando a ele qual é a razão do (a)mar.
Lá estava ela, pensamento distante enrolada na bagunça das conchas da cama.
Lá estava ela, perguntando a ele qual é a razão do (a)mar.
Ele como bom apaixonado tentou poetizar com Neruda.
Fez a ela versos, dedicou-lhe música e ainda sim não respondeu sua pergunta.
Qual razão do (a)mar, se não (a)mar.
Fez a ela versos, dedicou-lhe música e ainda sim não respondeu sua pergunta.
Qual razão do (a)mar, se não (a)mar.
Andou pelas calçadas da praia, conversou com as pessoas e decidiu ir olhar o
mar.
Sentada a beira da praia o rapaz a encontrou, disse sem muito pensar: - (A)mar é a nossa revolução.
Dado essa definição os dois se entreolharam, a moça compreendeu que o amor é a mudança, é organização de estrutura não só de uma sociedade, mas sim da vida entre duas ou mais pessoas.
E desde então eles procuram (procl)amar a revolução.
Sentada a beira da praia o rapaz a encontrou, disse sem muito pensar: - (A)mar é a nossa revolução.
Dado essa definição os dois se entreolharam, a moça compreendeu que o amor é a mudança, é organização de estrutura não só de uma sociedade, mas sim da vida entre duas ou mais pessoas.
E desde então eles procuram (procl)amar a revolução.
Um adeus
No calendário uma data circulada de azul.
Um mês depois a mesma data manchada de vermelho.
Não sabia dizer se era vermelho sangue ou de batom mesmo.
Roupas e fotos espalhadas pela casa, e na cama só um lençol branco.
Entrei no quarto sem pedir licença, sentei no pé da cama, peguei a foto deles.
Ele gritou, disse para ir embora, que não queria que o visse naquele estado.
Não obedeci, fui até a cabeceira e fiz um cafuné, desnorteado ele chorou.
Colocou a culpa em Deus, na família, no amante.
Amaldiçoou todos e no extremo da raiva, chorou por ela.
Foi a primeira vez que vi um homem chorar por uma mulher.
Uma mulher que o abandonou, que o trocou, que foi embora.
Foi a última vez que o vi chorar por alguém, foi a última vez que o vi.
Em uma tarde cinza, ele resolveu dizer ao mundo o quanto doía.
Escreveu uma carta de adeus, agradecimentos e terminou dizendo que foi ser feliz.
Em qual mundo, não sabemos.
Um mês depois a mesma data manchada de vermelho.
Não sabia dizer se era vermelho sangue ou de batom mesmo.
Roupas e fotos espalhadas pela casa, e na cama só um lençol branco.
Entrei no quarto sem pedir licença, sentei no pé da cama, peguei a foto deles.
Ele gritou, disse para ir embora, que não queria que o visse naquele estado.
Não obedeci, fui até a cabeceira e fiz um cafuné, desnorteado ele chorou.
Colocou a culpa em Deus, na família, no amante.
Amaldiçoou todos e no extremo da raiva, chorou por ela.
Foi a primeira vez que vi um homem chorar por uma mulher.
Uma mulher que o abandonou, que o trocou, que foi embora.
Foi a última vez que o vi chorar por alguém, foi a última vez que o vi.
Em uma tarde cinza, ele resolveu dizer ao mundo o quanto doía.
Escreveu uma carta de adeus, agradecimentos e terminou dizendo que foi ser feliz.
Em qual mundo, não sabemos.
terça-feira, 1 de julho de 2014
Escrevendo nossa história
Você que até ontem era apenas passado,
Hoje torna-se presente.
Hoje torna-se presente.
E eu que sempre me limitei, me anulei, chorei.
Hoje, consigo sorrir.
Hoje, consigo sorrir.
E o riso, mesmo que fácil encanta,
E desencanta alguém.
E desencanta alguém.
E a história que tínhamos, é a ponte
Para a felicidade do agora.
Sabemos enfim, que ela nunca teve fim.
Para a felicidade do agora.
Sabemos enfim, que ela nunca teve fim.
sábado, 21 de junho de 2014
Dar cor
Acordei, mas não dei cor ao dia.
No dia anterior , tudo tão diferente.
Tão cheio de paixão.
E hoje, acordei nessa solidão.
Me pego pensando nas coisas ditas.
Nas que não foram, e as que vem por ai.
Me encontro cheia de sensações.
Não sabendo distinguir o que elas significam.
E se significar algo, está subentendido.
É bem melhor sentir do que falar.
Afinal, não posso descrever o amor.
Ele me traduz e traduzindo, me traz você.
E agora, eu entendo porque está cinza.
Você resolveu não aparecer.
Pra ter cor, faltava você!
No dia anterior , tudo tão diferente.
Tão cheio de paixão.
E hoje, acordei nessa solidão.
Me pego pensando nas coisas ditas.
Nas que não foram, e as que vem por ai.
Me encontro cheia de sensações.
Não sabendo distinguir o que elas significam.
E se significar algo, está subentendido.
É bem melhor sentir do que falar.
Afinal, não posso descrever o amor.
Ele me traduz e traduzindo, me traz você.
E agora, eu entendo porque está cinza.
Você resolveu não aparecer.
Pra ter cor, faltava você!
domingo, 1 de junho de 2014
O valor de uma amizade
Quando nos encontramos, eu quis muito te conhecer.
Eu sabia que dali poderia brotar uma linda história de amizade e companheirismo.
Por conta de algumas outras amizades que fizemos, nos distanciamos um pouco, mas
estávamos sempre compartilhando sorrisos, histórias, abraços.
E por obra das mesmas pessoas, nos aproximamos.
E a partir daí não nos largamos mais, você se tornou a pessoa mais companheira, confiável,
carismática, fofa, enfim, você se tornou uma grande amiga.
A psicologia me deu muito mais do que eu esperava ganhar, estou desfrutando do melhor.
Eu já disse o quanto você merece, mas acredito que nunca seria suficiente.
Então para que você possa se lembrar dessas palavras nos dias mais cinzas, nas semanas mais
difíceis: Você merece o colo que acolhe, a palavra que acalma, o abraço que reconstrói,
o beijo que apaixona, o amigo que escuta, o choro de felicidade, o grito de alegria,
a música que encanta, o poema que traduz, o sentimento mais bonito do mundo o amor.
O que seria de nós sem o amor? Ele transcende, ele renasce, ele liberta, ele recria, ele cria,
ele não têm fim. Por isso te desejo todo amor que você seja capaz de cuidar, que ele te
transborde, que ele te mostre o verdadeiro significado da vida, e saiba que a minha amizade você
sempre terá.
Dedicado a amiga, muito querida: Alice Alves.
Eu sabia que dali poderia brotar uma linda história de amizade e companheirismo.
Por conta de algumas outras amizades que fizemos, nos distanciamos um pouco, mas
estávamos sempre compartilhando sorrisos, histórias, abraços.
E por obra das mesmas pessoas, nos aproximamos.
E a partir daí não nos largamos mais, você se tornou a pessoa mais companheira, confiável,
carismática, fofa, enfim, você se tornou uma grande amiga.
A psicologia me deu muito mais do que eu esperava ganhar, estou desfrutando do melhor.
Eu já disse o quanto você merece, mas acredito que nunca seria suficiente.
Então para que você possa se lembrar dessas palavras nos dias mais cinzas, nas semanas mais
difíceis: Você merece o colo que acolhe, a palavra que acalma, o abraço que reconstrói,
o beijo que apaixona, o amigo que escuta, o choro de felicidade, o grito de alegria,
a música que encanta, o poema que traduz, o sentimento mais bonito do mundo o amor.
O que seria de nós sem o amor? Ele transcende, ele renasce, ele liberta, ele recria, ele cria,
ele não têm fim. Por isso te desejo todo amor que você seja capaz de cuidar, que ele te
transborde, que ele te mostre o verdadeiro significado da vida, e saiba que a minha amizade você
sempre terá.
Dedicado a amiga, muito querida: Alice Alves.
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