sábado, 27 de setembro de 2014

Meus excessos

As vezes eu tenho saudade, mas não digo.
Talvez devesse dizer mais sobre meus sentimentos, mas não digo.
Eu já percebi que muitas pessoas não estão prontas pra saber o que eu sinto.
E eu não vou me desculpar por ser assim, nem culpar o mundo, nem aos Deuses.
Me aceito da maneira que sou. Por mais complicada que seja, por mais melodramática que achem.
Eu me perdoo. Algum dia alguém irá me amar pelos meus excessos.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Luto

Uma aglomeração de pessoas, algumas
chorando,outras com expressão de tristeza.
Era só olhar para o corredor que você podia
sentir a sensação de vazio que abraçava a todos.

A morte ceifava mais uma alma inocente.
E os que ficam, com o coração partido.
Não importando se conhecia muito ou pouco,
quando alguém parte, todos sentem dor.

O amor não foi visto, saiu de cena.
Pois o principal protagonista foi o ciúme excessivo,
e o sentimento de posse.
Até quando seremos vítimas do patriarcado?

 É difícil acreditar que vidas são tiradas
por um sentimento tão egoísta e tão contrário
daquilo que pregam, não existe crime passional
o nome disso é feminicídio, e nós não ficaremos
caladas, CALAR ELLOS!

Que esta perda nos sirva de exemplo,
para lutarmos, por Jessica e todas as vítimas
de violência dessa sociedade opressora e misógina,
nossas vozes tomaram as ruas e pessoas como o CUNHA
vão TEMER ter saído do útero.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Silêncio

Abri a porta da sala, luz apagada, televisão ligada em qualquer canal.
Descalcei os sapatos, entrei nas pontas dos pés para que não o acordasse.
Mas não adiantou, ele acordou.

Outra noite fora e lá estava ele me esperando, meio embriagado de sono,
vestido com seu pijama e suas chinelas, lá estava ele com uma taça de vinho
nas mãos...

Fui até ele, sentei em seu colo e lhe dei um beijo na testa deixando-o assim
marcado com meu batom vermelho Carmesim. E assim, ele me aninhou em
seus braços, contra seu peito e por ali ficamos até o amanhecer.

E em um suspiro, ele pediu para que eu prometesse não ir embora nunca mais,
concordei, mas ele sabe, que eu vou...

sexta-feira, 11 de julho de 2014

A partida

Um dia a menos no mês de janeiro.
Meu calendário quase todo riscado.
Coração acelerado, por onde anda você,
se não está ao meu lado.

Mesmo longe, te sinto perto.
O que fazer - pergunto meio incerto.
Tudo vira distração em meio a  nossa solidão.

Solidão? - Nunca estou só se penso em você.
E penso com frequência, a todo momento, toda hora.
O que fazer se você nunca quer ir embora? - desnorteado encaro o celular.

Nenhuma mensagem a faria voltar.
Nenhum pedido de desculpa faria esquecer.
E agora convivo com a dor de ter perdido você.

sábado, 5 de julho de 2014

Revolução

Lá estava ela, na beirada da cama olhando o horizonte, fitando as ondas quebrando no mar.
Lá estava ela, pensamento distante enrolada na bagunça das conchas da cama.
Lá estava ela, perguntando a ele qual é a razão do (a)mar.

Ele como bom apaixonado tentou poetizar com Neruda.
Fez a ela versos, dedicou-lhe música e ainda sim não respondeu sua pergunta.
Qual razão do (a)mar, se não (a)mar.

Ainda insatisfeita com a resposta do rapaz, ela decidiu ir se (infor)mar.
Andou pelas calçadas da praia, conversou com as pessoas e decidiu ir olhar o mar.
Sentada a beira da praia o rapaz a encontrou, disse sem muito pensar: - (A)mar é a nossa revolução.

Dado essa definição os dois se entreolharam, a moça compreendeu que o amor é a mudança, é organização de estrutura não só de uma sociedade, mas sim da vida entre duas ou mais pessoas.
E desde então eles procuram (procl)amar a revolução.

Um adeus

No calendário uma data circulada de azul.
Um mês depois a mesma data manchada de vermelho.
Não sabia dizer se era vermelho sangue ou de batom mesmo.

Roupas e fotos espalhadas pela casa, e na cama só um lençol branco.
Entrei no quarto sem pedir licença, sentei no pé da cama, peguei a foto deles.
Ele gritou, disse para ir embora, que não queria que o visse naquele estado.

Não obedeci, fui até a cabeceira e fiz um cafuné, desnorteado ele chorou.
Colocou a culpa em Deus, na família, no amante.
Amaldiçoou todos e no extremo da raiva, chorou por ela.

Foi a primeira vez que vi um homem chorar por uma mulher.
Uma mulher que o abandonou, que o trocou, que foi embora.
Foi a última vez que o vi chorar por alguém, foi a última vez que o vi.

Em uma tarde cinza, ele resolveu dizer ao mundo o quanto doía.
Escreveu uma carta de adeus, agradecimentos e terminou dizendo que foi ser feliz.
Em qual mundo, não sabemos.



terça-feira, 1 de julho de 2014

Escrevendo nossa história

Você que até ontem era apenas passado,
Hoje torna-se presente.
E eu que sempre me limitei, me anulei, chorei.
Hoje, consigo sorrir.
E o riso, mesmo que fácil encanta,
E desencanta alguém. 
E a história que tínhamos, é a ponte
Para a felicidade do agora.
Sabemos enfim, que ela nunca teve fim.