Convites, conversas e outras
balelas que envolvem o nosso cotidiano.
Eu distante, desejando viver intensamente
cada instante da vida.
Você ocupado, decidido a não decidir,
se vai ou se fica.
e fica no meio termo.
O meio termo é morno e eu sou
quente, minha pele é quente,
minha boca é quente, meu corpo
está em chamas.
E ele quer você!
Não me chama!
Me pega no chão do quarto,
tira minha roupa,
que essa noite os nossos corpos
vão se a(s)cender.
quinta-feira, 26 de julho de 2018
sexta-feira, 13 de julho de 2018
Poema de amor
Eu queria escrever um poema de amor.
Como escrever sobre o amor,
se disseram que ele matou
outra Mulher e sua filha.
Eu queria escrever sobre o amor,
mas que amor é esse?
Como podem dizer que o amor matou?
Como pode alguém matar quem ama?
Como quem ama pode matar alguém amado?
E que amor é esse que mata?
Hoje o meu poema de amor é para as Mulheres.
quarta-feira, 4 de julho de 2018
Convite
Olhos distantes,
tela do celular.
Os corpos
que ganham "likes",
"matchs", "curtidas",
você e eu.
Aceita meu convite?
Só que não é no tinder,
nem no facebook,
muito menos no whatssapp.
Meu convite é pra
gente fazer amor,
no lugar que a gente quiser.
Sai desse mundo virtual,
me vê, me toca, me beija.
Eu tô bem aqui, na sua frente,
mas se quiser, eu ja tô me retirando.
Retirando toda a roupa.
Daqui eu não saio sem você!
segunda-feira, 25 de junho de 2018
Poema de Vó
Um tempo sem visitá-la.
Aquele sorrisinho simpático que só ela
tem resolveu aparecer
quando me viu.
O sorriso logo foi embora, para dar
espaço ao sono, cansaço e dores.
Eu, reclamo da sua recepção
por ser visita e não querer levantar.
Aquele sorrisinho simpático que só ela
tem resolveu aparecer
quando me viu.
O sorriso logo foi embora, para dar
espaço ao sono, cansaço e dores.
Eu, reclamo da sua recepção
por ser visita e não querer levantar.
Ela em um gesto de amor recita:
- Você não é visita, mora no meu coração!
- Você não é visita, mora no meu coração!
Poemas espontâneos fora do cotidiano.
quinta-feira, 21 de junho de 2018
Alimenta-dor
Quando vi,
algo em você
morreu em mim.
as palavras
sempre foram
uma espécie
de abraço.
me encontrava
nas poesias,
sorria ao ler
as traduções
de música
que eram só
nossas.
mas nunca soube
nomear o que
(des)aconteceu
em mim
quando li
suas declarações,
para outra pessoa.
doeu.
feriu.
matou.
por dentro.
por fora.
por todo lugar.
Ainda dói.
Digo a mim mesma:
- Não alimente a dor!
Só que ela tem fome.
algo em você
morreu em mim.
as palavras
sempre foram
uma espécie
de abraço.
me encontrava
nas poesias,
sorria ao ler
as traduções
de música
que eram só
nossas.
mas nunca soube
nomear o que
(des)aconteceu
em mim
quando li
suas declarações,
para outra pessoa.
doeu.
feriu.
matou.
por dentro.
por fora.
por todo lugar.
Ainda dói.
Digo a mim mesma:
- Não alimente a dor!
Só que ela tem fome.
Outras histórias
Tv ligada.
Em um noticiário,
contam a história de
um homem.
Pai de família - descreviam -
Homem de bem; os pais
contam que nunca deu trabalho;
era um bom homem; estudioso;
sempre preocupado com o trabalho;
se preocupava com as crianças
em situação de vulnerabilidade;
levantava muitas bandeiras; o homem
sempre preocupado com o trabalho;
se preocupava com as crianças
em situação de vulnerabilidade;
levantava muitas bandeiras; o homem
que toda mulher poderia sonhar.
Só esqueceram de avisar que narravam
a história de um assassino.
Matou a mulher e a filha.
A história delas ninguém conta!
Matou a mulher e a filha.
A história delas ninguém conta!
Sobre o privilégio de ser homem
sexta-feira, 15 de junho de 2018
Crimes
Uma pilha de papéis,
livros, cd's...
roupas pela cama,
pelo chão, por toda
a casa...
a cena de te ver estirada
no chão, não o matou.
Ele levou todo o lixo para
fora e sorriu para os vizinhos
sussurrando: É louca!
Você, que não podia se defender
ficou lá, parada, como qualquer
corpo sem vida ficaria.
- Ela se matou - disse ele - eu sabia
que isso aconteceria, foram dois segundos
que eu a deixei sozinha, ela é desequilibrada.
Ok! - disse o policial - tudo está resolvido,
pode ir embora.
O crime foi ter nascido Mulher.
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